O Governo inicia hoje, 14 de Setembro, em todo o país, a distribuição massiva de medicamentos para reforçar o abastecimento das unidades sanitárias que enfrentam défices de fármacos.
O programa prevê a alocação de medicamentos a partir do depósito central, em Maputo, para os armazéns regionais, provinciais e intermédios, com o objectivo de reduzir as rupturas registadas no sistema de saúde.
O anúncio foi feito no sábado, em Vilankulo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no final da sua visita à província de Inhambane. Segundo o Chefe do Estado, a iniciativa procura responder à escassez provocada pela vandalização e incêndio do armazém central de medicamentos, na cidade de Maputo.
De acordo com o Jornal Notícias, os medicamentos destruídos no armazém incendiado durante as manifestações seriam suficientes para garantir o abastecimento do país durante cerca de três anos sem necessidade de novas importações.
Daniel Chapo classificou a destruição dos medicamentos como um acto de sabotagem e afirmou que a ocorrência não esteve relacionada com os resultados eleitorais, alegando que as manifestações tiveram início antes da conclusão da contagem dos votos.
O Presidente informou ainda que há mais medicamentos a caminho do país, transportados por via marítima, devendo chegar brevemente. A nova distribuição pretende melhorar a disponibilidade de fármacos nas unidades sanitárias e reforçar as condições de atendimento à população.
Imagem: DR


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