Uma delegação do Parlamento Europeu, que se encontra em Moçambique, pediu maior ligação entre a ajuda humanitária e o apoio militar em Cabo Delgado. A componente militar deve ser acompanhada com programas sociais para que os jovens não se deixem aliciar pelos grupos armados, defendeu Hilde Vautmans, membro do Parlamento europeu que preside relações com África.
A visão da delegação dos eurodeputados chefiada pela belga Hilde Vautmans foi partilhada com a imprensa após uma reunião com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas.
Citada numa publicação da RFI, Vautmans defende que para além da via armada, é preciso reforçar os projectos para as comunidades: “Penso que se querem combater o terrorismo, que é uma questão de segurança, é preciso igualmente implementar projectos sociais, combater a pobreza, dar esperança aos mais jovens de modo a que possam ganhar algum dinheiro e iniciar negócios”.
Na Tanzânia, onde se encontra em deslocaçao, o ministro da Defesa de Moçambique, Cristóvão Chume, renovou o compromisso bilateral do combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado: “Há um grande interesse por parte de Moçambique que os terroristas que vêm de outras partes do continente africano, não transitem a partir da Tanzânia para as nossas fronteiras, assim como grupos de terroristas e de crime organizado saia de Moçambique e transite para a parte tanzaniana.”
Desde Outubro de 2017, que Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada associada a grupos extremistas ligados ao Estado Islâmico. O conflito já provocou cerca de 6500 mortos e forçou milhares de deslocados.
(Foto DR)

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