O Banco de Moçambique (BdM) e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) decidiram manter inalterada nos 15,50% a taxa de juro de referência, conhecida como ‘prime rate’, para o crédito a vigorar no País em Junho próximo. Trata-se de uma decisão que acontece pelo segundo mês consecutivo, contra os anteriores três cortes.
Segundo o BdM, a prime rate do sistema financeiro moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo.
“Esta taxa aplica-se às operações de crédito contratualizadas (novas, renovações e renegociações) entre as instituições de crédito e sociedades financeiras e os seus clientes, acrescida de uma margem (spread) que será adicionada ou subtraída à prime rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação em concreto”, lê-se.
Recorde-se que as oscilações da prime rate estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, para controlar a inflação.
Na segunda-feira, o BdM decidiu manter a taxa de juro de referência em 9,25%, em resultado da persistência de incertezas externas e pelo aumento dos riscos associados à evolução da inflação.
“O risco e as incertezas associados às projecções da inflação continuam a agravar-se”, assinalou o banco central, destacando os efeitos do conflito geopolítico no Médio Oriente sobre as cadeias logísticas, os combustíveis e os preços dos bens alimentares.
(Foto DR)

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