A multinacional TotalEnergies adiou, mais uma vez, a retoma do projecto de produção de gás natural, na Área da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.
A empresa previa regressar aos trabalhos em solo moçambicano em 2024, mas os protestos pós-eleitorais levaram a um novo recuo, segundo o FT.
Citando o Presidente-Executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, o jornal refere que a previsão da firma era de retornar em Outubro de 2024, com a meta de produção em 2025.
Os protestos pós-eleitorais em Moçambique iniciaram a 21 de Outubro de 2024, com o então candidato presidencial Venâncio Mondlane a reclamar vitória nas eleições de 9 de Outubro.
A mesma fonte avança que estava no plano da TotalEnergies um encontro com o novo Presidente da República, Daniel Chapo, mas os mesmos motivos forçaram um adiamento.
O projecto Mozambique LNG também enfrenta possíveis atrasos devido a incertezas sobre o financiamento feito antes de 2020. O financiamento dos EUA por meio de um empréstimo de 4,7 bilhões de dólares foi congelado após a declaração de força maior, em 2021, enquanto o Reino Unido encerrou o financiamento de exportação para projectos de combustíveis fósseis.
O desenvolvimento na Bacia do Rovuma, no qual a empresa francesa tem uma participação de 26,5%, tem capacidade para 13 milhões de toneladas de GNL por ano. Isso a torna uma das maiores fontes de GNL da empresa francesa em um pipeline de projectos com início previsto para 2030, de acordo com uma apresentação no dia do investidor da empresa em Outubro.
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