As populações dos distritos de Ngaúma e Mecanhelas, na província do Niassa, zona norte, deverão passar a beneficiar de melhores cuidados de saúde com a construção de dois hospitais distritais, um investimento avaliado em cerca de 21 milhões de dólares, financiado pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA).
O projecto foi oficialmente lançado hoje, em Maputo, durante uma oficina de trabalho que reuniu representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Finanças, do BADEA e dos Serviços Provinciais de Saúde do Niassa.
Na ocasião, o secretário Permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça, em representação da Ministra da Saúde, considerou que a iniciativa representa um marco na expansão e modernização da rede sanitária nacional, reforçando o compromisso do Governo com a melhoria das condições de assistência médica às populações.
“Cada hospital a ser construído significará melhores condições de atendimento, maior acesso aos serviços de saúde, redução das distâncias percorridas pelos utentes e um aumento da capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde”, afirmou Ivan Manhiça, citado pela AIM.
As novas infra-estruturas hospitalares estarão preparadas para prestar serviços de urgência e emergência, saúde materno-infantil, diagnóstico, internamento, tratamento e reabilitação. O projecto inclui ainda o apetrechamento das áreas clínicas, administrativas e cirúrgicas, a disponibilização de ambulâncias e a formação de profissionais de saúde, de modo a garantir uma resposta adequada às necessidades das comunidades beneficiárias.
Segundo Ivan Manhiça, o financiamento concedido pelo BADEA traduz a confiança dos parceiros internacionais nas prioridades definidas pelo Executivo moçambicano para o sector da saúde. “A construção destes dois hospitais materializa a visão do Governo de consolidar um Sistema Nacional de Saúde mais forte, acessível, moderno e preparado para responder, com eficácia, às necessidades do povo moçambicano”, sublinhou.
Por seu turno, o representante do BADEA, Sameh Azzuz, recordou que o financiamento do projecto foi aprovado em 2023, entrando agora na fase da sua implementação. “Desejamos uma execução bem-sucedida deste projecto, que é de grande importância para o Governo de Moçambique, para o BADEA e para o fortalecimento da parceria entre as duas partes”, declarou.
Desde o início da sua cooperação com Moçambique, o BADEA já financiou cerca de 62 operações, num montante global estimado em 366 milhões de dólares.
O director dos Serviços Provinciais de Saúde do Niassa, Narciso Rondinho, destacou o impacto directo que as novas unidades terão na melhoria da assistência médica, sobretudo na redução das transferências de pacientes para outros distritos. “Grande parte dos casos cirúrgicos internados no Hospital Distrital de Cuamba é proveniente de Mecanhelas. Com este investimento, teremos maior capacidade de resposta local, o que representa uma enorme mais-valia para a província”, afirmou.
(Foto DR)



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