O activista de direitos humanos e justiça social, Adriano Nuvunga, critica os encargos impostos à importação de arroz e trigo pelo Ministério da Economia (ME) e pelo Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), considerando que contribuem para o agravamento do custo de vida no país.
Numa carta dirigida ao Presidente da República, Daniel Chapo, datada de 1 de Novembro de 2026, Nuvunga afirma que o aumento dos preços dos produtos alimentares essenciais está a comprometer a segurança alimentar das famílias moçambicanas.
Segundo o activista, os encargos sobre a importação de cereais encarecem a alimentação e reduzem o poder de compra da população, numa altura em que muitas famílias enfrentam dificuldades para garantir as refeições diárias.
Nuvunga considera inaceitável que medidas destinadas a gerar receitas para os dirigentes sejam suportadas pelos consumidores, defendendo que os responsáveis pelas instituições públicas devem servir os cidadãos, e não agravar as suas dificuldades económicas.
Na carta, o activista pede a intervenção urgente de Daniel Chapo para travar as medidas do ME e do ICM, que considera prejudiciais ao sector privado e à população.
O documento alerta ainda para o risco de repressão contra os cidadãos que contestam o aumento do custo de vida, sublinhando que a actuação policial não resolve a subida dos preços nem garante a alimentação das famílias.
Nuvunga conclui que o silêncio do Chefe do Estado perante a situação não é neutro, defendendo que cabe ao Presidente proteger os cidadãos dos encargos que agravam a sua sobrevivência.



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