O político e líder do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane anunciou o lançamento de uma campanha nacional com vista a pôr fim às mortes, perseguições e actos de violência contra membros da sua formação política.
O dirigente confirmou a morte de 56 quadros do partido no período de quase um ano. Além disso, Mondlane afirmou que os episódios incluem assassinatos macabros e destruição sistemática de património residencial.
O anúncio foi feito neste sábado, na cidade de Quelimane no âmbito das celebrações do primeiro aniversário do partido ANAMOLA.
Paralelamente, Mondlane criticou a atuação das autoridades em relação a detenções sem fundamento legal. O presidente da formação garantiu que os seus membros enfrentam prisões arbitrárias de forma semanal.
No seu discurso, Mondlane voltou a defender a necessidade de um diálogo nacional inclusivo, como mecanismo para enfrentar os principais problemas políticos e sociais do país.
“O diálogo nacional inclusivo veio a partir de uma carta que o Venâncio escreveu quando estava fora do país, de vinte pontos para existir o tal diálogo. Agente só oferece e podem não nos por lá”, disse citado pelo jornal “O País”.
As celebrações do primeiro aniversário da ANAMOLA em Quelimane ficaram pelo confronto entre a intenção dos seus membros de realizar uma marcha e a intervenção da Polícia, que impediu a saída dos manifestantes do local do comício.
A polícia voltou a efectuar disparos de gás lacrimogéneo contra os participantes. Muitos membros e simpatizantes da ANAMOLA inalaram o gás, numa situação que gerou momentos de tensão e dispersão dos manifestantes.
Imagem DR



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