ONU alerta para o risco de surgimento de laboratórios clandestinos de produção de drogas em Moçambique

ONU alerta para o risco de surgimento de laboratórios clandestinos de produção de drogas em Moçambique

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Moçambique alerta que o país não está imune à instalação de laboratórios clandestinos de produção de drogas e à circulação de novas substâncias sintéticas mais perigosas.

Citado numa publicação da AIM, o representante do UNODC em Moçambique, António De Vivo, afirmou que, na África Austral, há sinais preocupantes, incluindo a descoberta de laboratórios clandestinos de produção de drogas e a detenção de cidadãos estrangeiros suspeitos de ligações com cartéis latino-americanos.

“Estes acontecimentos mostram que Moçambique não está imune a estes casos e levantam uma preocupação importante: a possibilidade de a África Austral ser utilizada por redes criminosas transnacionais”, disse.

O responsável falava esta quarta-feira, em Maputo, durante a Conferência Nacional sobre Prevenção e Combate à Droga em Moçambique.

Na sua intervenção destacou que o encontro ocorre após a adopção, por aclamação, da Declaração de Abu Dhabi pelos Estados membros das Nações Unidas, no âmbito de uma reunião internacional sobre prevenção do crime e justiça penal, realizada de 26 de Setembro a 1 de Outubro.

De acordo com a fonte, a declaração estabelece princípios internacionais para a prevenção da criminalidade, incluindo o tráfico de drogas.

O representante do UNODC considerou igualmente preocupante o aumento do número de pessoas que procuram apoio devido ao consumo de substâncias ilícitas em Moçambique.

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2026, do UNODC, a nível global, o consumo de drogas aumentou cerca de 34 por cento entre 2014 e 2024.

“Precisamos de respostas que acompanhem esta realidade, tanto na vertente do consumo como na do tráfico”, referiu.

De Vivo considerou que a revisão da Lei de Drogas, em vigor desde 1997, constitui um passo importante para responder aos desafios actuais.

Imagem DR

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