Dados oficiais do Banco de Moçambique indicam uma trajectória de crescimento contínuo dos activos do FSM, impulsionada pelo retorno líquido das aplicações financeiras internacionais e pela solidez do capital inicial.
O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) atingiu um valor de mercado global de 118 410 045,74 dólares norte-americanos (USD) no fecho do dia 23 de Junho de 2026. O desempenho reflecte uma dinâmica de consolidação dos recursos nacionais provenientes das receitas de hidrocarbonetos, sob a gestão operacional e monitoria rigorosa do Banco de Moçambique.
O percurso financeiro do FSM, regulamentado ao abrigo da Lei n.º 1/2024 de 9 de Janeiro, iniciou o seu registo estruturado a 10 de Dezembro de 2025 com uma entrada de capital fixada em 109 972 545,75 dólares, montante integralmente canalizado para a Conta do Fundo Soberano de Moçambique (CUF). Desde o aporte inicial, o fundo tem registado uma valorização progressiva determinada pela ausência de custos operacionais asfixiantes e pela captação de juros no mercado internacional.
A análise comparativa do balanço diário revela que, no dia 22 de Junho de 2026, o capital inicial acumulado situava-se em 118 362 127,91 dólares, tendo gerado um retorno diário de 35 935,29 dólares, o que elevou o valor de mercado nessa data para 118 398 062,98 dólares.
No dia subsequente, 23 de Junho, o fundo voltou a registar uma variação diária positiva de 11 983,28 dólares, resultando no saldo histórico actual que supera a fasquia dos 118,4 milhões de dólares. Importa realçar que, até ao momento, não foram averbados custos operacionais associados à comunicação, custódia de activos ou comissões bancárias, maximizando a rentabilidade líquida das poupanças do Estado.
Em alinhamento com as directrizes de alta relevância e integridade, esta cobertura assegura total transparência ao discriminar a origem dos dados públicos apresentados no relatório oficial. A ausência de transferências directas ao Estado no período reportado corrobora a estratégia de capitalização e retenção de mais-valias na Conta do Fundo Soberano, visando mitigar os choques económicos externos e salvaguardar a sustentabilidade fiscal para as gerações vindouras.
O rigor na publicação destes balanços diários pelo banco central reforça a governação transparente e o escrutínio público exigidos pela sociedade civil e parceiros internacionais de cooperação no ecossistema macroeconómico moçambicano.

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