Junta Militar da Guiné-Bissau impede regresso de Umaro Sissoco Embaló

Junta Militar da Guiné-Bissau impede regresso de Umaro Sissoco Embaló

O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública da Guiné-Bissau anunciou que, por enquanto, não estão reunidas as condições de segurança necessárias para o regresso ao país do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

A posição consta de um comunicado divulgado a 1 de Outubro de 2026, após uma reunião do Alto Comando Militar destinada a avaliar a situação política, social e de segurança no país.

Segundo o documento, a decisão é justificada exclusivamente por razões de segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social.

O Alto Comando Militar também reafirma que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no quadro da transição política, incluindo restrições à realização de manifestações, concentrações e aglomerações de natureza política, até nova determinação das autoridades competentes.

As autoridades militares advertiram ainda que qualquer acto de desobediência ou incumprimento das medidas será da responsabilidade dos respectivos autores, sem prejuízo das consequências previstas na legislação em vigor.

No mesmo comunicado, o Alto Comando apelou ao povo guineense, à comunidade internacional, ao corpo diplomático, à sociedade civil, às confissões religiosas e às autoridades tradicionais para contribuírem para a preservação da paz, estabilidade, ordem pública e segurança nacional.

A população foi igualmente exortada a evitar actos susceptíveis de provocar perturbações da ordem pública, confrontos ou instabilidade, devendo prevalecer, segundo as autoridades, a serenidade, a disciplina e o respeito pelas determinações das entidades competentes.

Imagem: DR

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