A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) diz que a época foi marcada por cheias, inundações, secas, surtos de cólera e pela passagem do Ciclone Tropical GEZANI, tendo afetado 1.684.963 pessoas.
Luísa Meque que falava nesta quarta-feira, em Maputo, durante o balanço da Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026 destacou os avanços na antecipação e no aviso prévio como fatores decisivos para salvar vidas.
Entre Dezembro de 2025 e Março de 2026 foram feitas oito ativações de ações antecipadas em seis bacias e uma para o ciclone, que permitiram evacuar 7.214 pessoas e levar alertas a cerca de 1,5 milhão de pessoas, com até cinco dias de antecedência.
“A prevenção e a antecipação salvam vidas e reduzem o impacto dos desastres”, afirmou a responsável num o encontro onde estiveram reunidos membros do Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD), parceiros de cooperação, Nações Unidas, representantes da sociedade civil e vários dirigentes locais.
A presidente do INGD reconheceu também o papel dos voluntários e das comunidades, que “estiveram entre os primeiros a prestar socorro” quando as capacidades formais foram ultrapassadas, e defendeu a evolução para um sistema de aviso “baseado no impacto”, que diga não só o que vai acontecer, mas “onde, quem estará em risco e o que cada comunidade deve fazer.”
O encerramento do balanço marcou também o início da preparação para 2026/2027, ano em que se prevê um El Niño de forte magnitude, segundo as previsões já anunciadas.
Para isso pediu ações concretas: rever planos, reforçar rotas alternativas, pré-posicionar recursos e garantir financiamento para agir antes do desastre.
“As licções aprendidas só têm valor quando se transformam em mudança”, disse, ao convidar os membros do CTGD, parceiros e comunidades a assumirem as recomendações como “um compromisso colectivo”.
A dirigente terminou com reconhecimento aos técnicos, à UNAPROC, às forças de defesa e segurança e às comunidades pela “coragem, solidariedade e capacidade de resistência”, reforçando que a missão é “antecipar os riscos, reduzir as vulnerabilidades, proteger vidas e construir comunidades mais resilientes”.



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