Os antigos guerrilheiros da Renamo consideram que os repetidos adiamentos da reunião do Conselho Nacional constituem um obstáculo aos esforços para superar a crise interna que afecta o partido.
Os membros têm vindo a exercer pressão sobre o actual líder da Renamo, Ossufo Momade, para que se demita. Culpam Momade pelo fraco desempenho da Renamo nas eleições gerais do ano passado. Este movimento para destituir Momade já levou ao encerramento de quase todas as delegações provinciais da Renamo.
Segundo o porta-voz da Comissão Nacional de Gestão da Renamo, João Machava, em declarações aos jornalistas na quarta-feira (09), em Maputo, o adiamento da reunião do Conselho Nacional do partido é mais uma estratégia do actual líder para evitar a demissão.
“Consideramos que estes adiamentos são manobras dilatórias. Estes adiamentos visam prolongar o actual impasse. A reunião do Conselho Nacional estava inicialmente marcada para março, foi posteriormente adiada para Abril e foi agora adiada novamente para Outubro”, afirmou Machava, citado pela AIM.
Machava considera que estes adiamentos não contribuem para criar as condições necessárias à resolução das divergências internas. “Entraremos no Conselho Nacional divididos e sairemos ainda mais divididos. Tendo em conta o cenário atual, a Comissão mantém o seu apelo à realização de um congresso extraordinário, considerando este fórum como uma forma potencial de ultrapassar o impasse actual.”
A Comissão Nacional de Gestão deverá reunir-se nos dias 12 e 13 de Setembro para avaliar, entre outros assuntos, o trabalho realizado pelas Brigadas Centrais ao longo do último trimestre e para analisar a situação política interna do partido.
Espera-se também que a reunião aborde a convocatória anunciada do Conselho Nacional, marcada para Outubro, e defina a posição da Comissão sobre os próximos passos a dar.
(Foto DR)


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