A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu que a extensão da protecção social aos trabalhadores do setor informal e por conta própria é uma exigência central para a consolidação de um sistema íntegro, confiável e sustentável em Moçambique.
O posicionamento foi assumido na abertura da reunião nacional do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), que decorre na cidade de Tete. A governante sublinhou que a maioria da população economicamente activa opera fora do mercado formal, abrangendo segmentos como vendedores informais, agricultores familiares, pescadores, artesãos e transportadores que permanecem desprotegidos para a velhice.
Para colmatar esta lacuna, o Executivo aponta para a criação de mecanismos de inscrição e contribuição flexíveis, adaptados à irregularidade de rendimentos destes grupos. As directrizes estratégicas passam por simplificar os procedimentos de adesão, acelerar a transformação digital da instituição e optimizar a cobrança de dívidas contributivas.
Entre as prioridades imediata destacam-se também a revisão do Regulamento da Segurança Social Obrigatória — com foco na inclusão de trabalhadores domésticos —, o fortalecimento do controlo interno, a gestão de riscos e a prevenção de fraudes operacionais.
O encontro de trabalho, com duração prevista de dois dias, reúne quadros seniores do INSS, membros do Conselho de Administração e parceiros sociais, incluindo representantes da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e das centrais sindicais OTM-CS e CONSILMO. Na agenda constam a análise dos relatórios de actividades de 2025 e do primeiro semestre de 2026, além da apreciação do plano de actividades, orçamento e programa de acção para o próximo ano.
Image: DR


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