Em Sofala desnutrição infantil reduz em 6,7%

Em Sofala desnutrição infantil reduz em 6,7%

Sofala registou uma redução de 6,7% na desnutrição crónica grave nas zonas abrangidas pelo programa multissectorial de nutrição, um resultado que reforça os sinais de progresso de Moçambique no combate à desnutrição infantil e evidencia o impacto da conjugação de esforços entre o Governo, parceiros de cooperação e comunidades.

O resultado foi apresentado durante um workshop de avaliação do programa multissectorial de nutrição realizado na província de Sofala, onde a União Europeia destacou os avanços alcançados através de intervenções integradas nas áreas de saúde, nutrição, água, saneamento e higiene.

Os dados mais recentes disponíveis mostram que a evolução registada em Sofala ocorre num contexto de redução gradual da desnutrição crónica a nível nacional.

De acordo com dados baseados no Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) 2022 – 23, citados pela AIM, a proporção de crianças menores de cinco anos com desnutrição crónica diminuiu de 43%, em 2011, para 37%, em 2022 – 23.

A UNICEF classifica a desnutrição infantil como um dos principais desafios de saúde pública do país e estima que cerca de 37% das crianças menores de cinco anos sejam afectadas pela desnutrição crónica.

Segundo avança a AIM, em Sofala, os resultados estão associados a uma intervenção iniciada na sequência dos impactos do ciclone Idai, que atingiu severamente a província em 2019.

O programa envolveu o Governo de Moçambique, a União Europeia e o UNICEF e concentrou-se em seis dos distritos mais afectados, nomeadamente, Dondo, Nhamatanda, Muanza, Buzi, Gorongosa e Chibabava.

Um balanço divulgado pelo UNICEF em Novembro de 2025 indica que as áreas abrangidas pelo programa registaram uma redução de até 35% na desnutrição crónica entre crianças menores de cinco anos.

Durante a implementação, cerca de 400 mil crianças tiveram acesso a serviços essenciais de nutrição, enquanto 650 mil pessoas passaram a ter acesso a água potável e mais de 37 mil famílias foram certificadas como “famílias modelo”, por adoptarem boas práticas de saúde, higiene e nutrição.

Imagem DR

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