Chapo reafirma aposta em cirurgias especializadas com novo centro cirúrgico nacional

Chapo reafirma aposta em cirurgias especializadas com novo centro cirúrgico nacional

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou hoje a pretensão do seu Governo de pôr fim à necessidade de os moçambicanos procurarem no estrangeiro tratamentos cirúrgicos especializados, defendendo que a construção do Centro Cirúrgico Nacional permitirá ao país responder internamente aos casos de elevada complexidade e reforçar a soberania sanitária nacional.

Falando durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da infra-estrutura, no Hospital Central de Maputo, o Chefe do Estado disse que o projecto representa uma nova etapa na consolidação do direito constitucional à saúde e no reforço da capacidade do Sistema Nacional de Saúde para salvar vidas e prestar cuidados especializados aos cidadãos.

Neste contexto, reafirmou o compromisso do Executivo de assegurar que os moçambicanos possam beneficiar de tratamentos diferenciados sem necessidade de recorrer a hospitais estrangeiros.

“É nossa intenção, junto do Governo da República Popular da China, como dois povos irmãos e dois países irmãos, acabar com a ida dos nossos irmãos para outros países para encontrarem melhores condições de saúde”.

O estadista recordou que, durante vários anos, muitos cidadãos foram obrigados a procurar assistência médica especializada em países como África do Sul, Portugal e Índia, através de juntas médicas, situação que acarretou elevados custos para as famílias e para o Estado, além de longos períodos de espera e do afastamento dos doentes dos seus familiares.

Perante este cenário, sustentou que a construção do Centro Cirúrgico Nacional visa alterar essa realidade, permitindo que doenças complexas passem a ser tratadas em território nacional, com maior rapidez, segurança e qualidade.

O Presidente Chapo destacou igualmente que o novo empreendimento permitirá valorizar a competência dos profissionais moçambicanos de saúde, sublinhando que a principal limitação do país não reside na capacidade técnica dos médicos, mas na falta de equipamentos adequados.

“Eu reconheço que há muitos médicos e com uma capacidade extraordinária para tratar cirurgias complexas e doenças complexas. O que nos faltava eram meios tecnológicos e outras questões necessárias para mostrar essa capacidade”.

Segundo explicou, a unidade será dotada de tecnologia de ponta, incluindo salas operatórias modernas, equipamentos de última geração, áreas especializadas de recuperação pós-anestésica, sistemas avançados de esterilização e mecanismos rigorosos de controlo de infecções, criando condições para que os especialistas nacionais possam exercer a sua actividade segundo padrões internacionais.

O Chefe do Estado assegurou ainda que o Governo continuará a investir na formação e valorização dos profissionais de saúde, promovendo igualmente o desenvolvimento da investigação médica, da inovação clínica e da capacidade científica nacional, para consolidar um sistema de saúde mais moderno e resiliente.

O Presidente da República concluiu afirmando que o Centro Cirúrgico Nacional representa muito mais do que uma nova infra-estrutura hospitalar, constituindo um símbolo de esperança para os moçambicanos e um investimento estratégico na capacidade do país de proteger a vida dos seus cidadãos.

“Hoje lançamos uma pedra. Mas, na verdade, estamos a lançar muito além de uma pedra: Estamos a lançar esperança e promessa para o povo moçambicano”, afirmou o Chefe do Estado.

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