ADM reconhece baixa operacionalidade do Aeroporto Filipe Nyusi

ADM reconhece baixa operacionalidade do Aeroporto Filipe Nyusi

O Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, localizado em Chonguene, na província de Gaza, continua a operar com uma procura abaixo da capacidade para a qual foi projectado, quase cinco anos depois da sua inauguração, em novembro de 2021.

A reduzida circulação de passageiros e o número limitado de voos colocam desafios à exploração da infra-estrutura, numa altura em que os Aeroportos de Moçambique (ADM) defendem a necessidade de estimular o sector da aviação para aumentar a utilização do aeroporto.

Falando à MBC, o administrador operacional da ADM, Fonseca da Fonseca, considera que a infra-estrutura reúne condições para desempenhar um papel relevante na rede aeroportuária nacional, mas sublinha que a sua dinamização depende de vários intervenientes do sector.

“A indústria da aviação é composta por tantos intervenientes”, afirmou Fonseca da Fonseca, acrescentando que o funcionamento efectivo do Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi não depende apenas dos Aeroportos de Moçambique.

A situação ocorre num momento em que o país está a reorganizar a sua rede aeroportuária. O Decreto n.º 50/2026, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros, estabelece uma nova classificação, com cinco aeroportos internacionais, três regionais e quatro pontos de entrada internacionais.

Para a ADM, a alteração da classificação implica a realização de investimentos em algumas infra-estruturas. Fonseca da Fonseca explicou que a empresa deverá procurar recursos para modernizar e equipar os aeroportos que passam a assumir o estatuto de internacionais.

“Cabe a nós agora acompanharmos esta evolução, fazendo a nossa parte, que é procurar meios financeiros para podermos apetrechar esses aeroportos”, afirmou.

Além da reorganização da rede, os Aeroportos de Moçambique estão a reforçar as acções de sensibilização sobre segurança nas zonas aeroportuárias.

A campanha pretende informar as comunidades sobre os riscos associados à circulação em áreas aeroportuárias e promover comportamentos que contribuam para a prevenção de incidentes.

Segundo Fonseca da Fonseca, algumas comunidades recorrem a espaços situados nas proximidades ou dentro dos recintos aeroportuários para facilitar a deslocação entre diferentes pontos, situação que pode criar riscos de segurança.

A ADM pretende, por isso, trabalhar directamente com as comunidades para explicar as regras aplicáveis e os perigos existentes nos recintos aeroportuários.

O lançamento da campanha aconteceu este sábado, na Escola Primária de Lhembue, na cidade de Maputo, e deverá ser seguido por acções de sensibilização nos restantes aeroportos do país.

Imagem: DR

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