O académico e analista político, Ismael Mussá, defende a extinção do processo de recenseamento eleitoral, por considerar desnecessário “quando mal feito” e afectar a representatividade no parlamento.
“Devíamos fazer uma reforma profunda em todo o sistema, começando por acabar com o recenseamento eleitoral. Este é um processo desnecessário quando mal feito, porque afecta, profundamente, a questão da representatividade, uma vez que a questão da representatividade no parlamento, é calculada com base nos dados provenientes deste processo” explicou.
Ele apresentou a sua reflexão, recentemente em Maputo, durante uma mesa-redonda sobre a agenda política para 2025 e o papel dos actores políticos na actual situação do país.
Os partidos políticos têm-se reunido com o Presidente da República, Daniel Chapo, para sugerir reformas na lei eleitoral. Eles já acordaram em assinar os termos de referência, anunciou ontem, Daniel Chapo.
Contudo, Ismael é da opinião que o novo pacote eleitoral deve assegurar que não haja vícios durante os processos de eleição e apresentação de resultados.
Ele olha para a adopção da proposta, submetida ao Parlamento há cinco anos, que visa a introdução do Cartão do Cidadão. O documento de número único prevê a eliminação do Bilhete de Identidade (BI), Número Único de Identificação Tributaria (NUIT), Cartão de Eleitor, entre outros.
“A ideia é passarmos a ter tudo compactado por forma a acabar com o recenseamento eleitoral” disse, citado pelo Notícias.
Por outro lado, defendeu a “ousadia” de se avançar para a votação electrónica, sendo, numa primeira fase, um processo misto, onde são priorizadas as capitais provinciais.
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