A Moçambique Bio, uma organização de conservação do ambiente, alerta para o possível desaparecimento do Parque Nacional de Maputo e da Área de Protecção Ambiental de Maputo (APA) se se materializar o projecto ferro-portuário, em Techobanine, no distrito de Matutuine, província de Maputo.
Os Governo de Moçambique, Botsuana e Zimbabué assinaram, na sexta-feira (12), um acordo tripartido para o pedido de financiamento ao Banco Africano de Desenvolvimento e transporte de mercadorias entre as três nações.
Moçambique, Botsuana e Zimbabué assinam acordos para viabilização do porto de Techobanine
Segundo a Moçambique Bio, a viabilização do projecto vai ainda levar a que Moçambique seja banido de convenções internacionais, como a convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES).
O alerta da organização refere indica que a ferrovia projectada para ligar Moçambique e Zimbabué custaria milhares de milhões de dólares, e deveria atravessar a África do Sul ou o Zimbabué. Além disso, indica que o projecto vai levar a construção de estradas, ferrovia e um porto mineral poluente numa zona, actualmente, de protecção ambiental, “um santuário de importantes animais herbívoros, tartarugas, golfinhos e tubarões-baleia”.
Mas também, aponta para a controvérsia de “mesmo governo, que diz querer construir aqui um porto, querer que a mesma área seja declarada Património Natural da Humanidade”.
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