O Chanceler alemão e o Presidente ucraniano lançaram nesta terça-feira em Berlim uma parceria estratégica baseada na cooperação militar, com a Europa a apoiar Kiev contra Moscovo, mas também a procurar beneficiar da experiência que a Ucrânia adquiriu no campo de batalha.
No terreno, a violência continua, as autoridades locais indicando que um bombardeamento russo provocou quatro mortos em Dnipro, no leste da Ucrânia.
Nesta terça-feira, as autoridades alemãs e ucranianas anunciaram ter assinado um acordo estratégico por um montante de 4 mil milhões de Euros “para reforçar a defesa aérea, desenvolver capacidades de longo alcance e produzir conjuntamente drones”.
Nos termos deste protocolo, Berlim compromete-se designadamente a financiar o fornecimento à Ucrânia de várias centenas de mísseis destinados ao sistema de defesa antiaérea Patriot.
Está igualmente previsto um investimento de 300 milhões de Euros em capacidades de ataque de longo alcance, com o objectivo de aumentar a produção de armamento na Ucrânia.
Por outro lado, os dois países anunciaram o lançamento de uma produção conjunta de drones de ataque com inteligência artificial. Uma primeira parcela de 5 mil aeronaves deve ser entregue às forças armadas ucranianas.
Numa conferência de imprensa conjunta, o chefe do executivo alemão Friedrich Merz salientou que os milhares de milhões pagos à Ucrânia desde a invasão russa eram do interesse de uma Europa também fragilizada em termos de segurança, com os Estados Unidos a ameaçarem regularmente sair da NATO.
“Nenhum exército na Europa foi tão posto à prova no combate como a Ucrânia. Nenhuma sociedade se tornou mais resiliente do que a Ucrânia, nenhuma indústria de defesa se tornou mais inovadora do que a da Ucrânia”, sublinhou Merz neste sentido.
Por sua vez, ao referir que o seu país consegue agora cobrir a maior parte das suas necessidades de armamento através da produção nacional, Volodymyr Zelensky salientou que o seu país continua a precisar de financiamento e nomeadamente do envelope de 90 mil milhões de Euros prometidos pela União Europeia e até agora bloqueados pelo dirigente húngaro Viktor Orbán que acaba neste domingo de ser derrotado nas legislativas pelo líder de oposição Peter Magyar.
Neste contexto que tanto Kiev como a UE acreditam ser mais favorável, Friedrich Merz apelou para que este valor seja “rapidamente desbloqueado”, o seu interlocutor ucraniano declarando, quanto a si, “contar com a Alemanha”. (RFI)


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