Detidos quatro cidadãos bengalis por irregularidades migratórias na Zambézia

Detidos quatro cidadãos bengalis por irregularidades migratórias na Zambézia

O sonho de visitar familiares nos distritos de Mocuba, Molócuè e Gilé foi interrompido abruptamente para quatro cidadãos de origem bengali. O grupo, que circulava pela província da Zambézia, encontra-se agora sob custódia da Direcção Provincial de Migração, após as autoridades detectarem graves irregularidades na sua documentação e no modo de entrada em território moçambicano.

Segundo a rádio Paz, a detenção ocorreu no distrito de Gurué, um ponto estratégico de trânsito na região. Durante uma fiscalização de rotina, os agentes migratórios depararam-se com uma tentativa de fraude sofisticada, onde os vistos de permanência dos estrangeiros exibiam carimbos supostamente emitidos pela Direcção Provincial de Migração de Nampula. No entanto, após uma investigação célere e o cruzamento de dados, confirmou-se que os selos eram falsos e que o grupo havia entrado no país de forma totalmente clandestina.

O caso não envolve apenas cidadãos estrangeiros, uma vez que um moçambicano, que actuava como guia e facilitador do grupo, também foi detido pelas autoridades. Segundo Valeriano Bento, chefe do Gabinete de Relações Públicas da Migração na Zambézia, este indivíduo deverá responder criminalmente pelo seu papel activo no auxílio à imigração ilegal, servindo de alerta para outros cidadãos que optam por estas práticas.

Durante a conferência de imprensa realizada esta terça-feira, a Migração apelou aos cidadãos nacionais para que evitem envolver-se em esquemas de facilitação da entrada ilegal de estrangeiros, sublinhando que as consequências legais para estes actos são severas. O reforço da vigilância nos principais corredores da província visa precisamente desencorajar o uso de rotas ilegais que colocam em causa a segurança e a integridade das fronteiras nacionais.

Neste momento, as autoridades já deram início aos trâmites administrativos necessários para encerrar o caso. O destino dos quatro cidadãos bengalis inclui a aplicação de multas pesadas pelas infracções cometidas, seguindo-se o processo de repatriamento para o seu país de origem, logo que concluídos todos os procedimentos legais exigidos pela Lei de Migração em vigor.

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