Governo moçambicano garante a existência de stock suficiente de combustíveis no país, mesmo sem avançar dados concretos sobre quantidades e períodos, embora reconheça a pressão registada nas bombas devido ao aumento da procura.
O porta-voz do Executivo, Salim Valá, que falava esta terça-feira após a 10ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, não afastou a possibilidade de uma subida dos preços, à semelhança do que já se verifica em países da região da SADC.
Segundo Valá, numa reportagem da MBC, a situação do combustível é um assunto de seguimento diário ao mais alto nível. O porta-voz reconheceu que tem havido uma pressão sobre as bombas, mas assegurou que, até ao momento, a informação disponível indica que Moçambique dispõe de reservas para satisfazer a necessidade interna. O porta-voz alertou ainda que a economia funciona muito na base de expectativas e percepções, apelando à serenidade para evitar corridas desnecessárias aos postos de abastecimento.
O Executivo sublinhou que Moçambique tem feito esforços para manter os preços inalterados, enquanto vários países vizinhos já procederam a reajustes. Contudo, Salim Valá admitiu que a subida de preços é uma possibilidade real que poderá ocorrer devido à instabilidade internacional, particularmente no Médio Oriente.
O Governo justifica que qualquer eventual subida não será por vontade própria, mas sim um reflexo da dinâmica económica global. Por agora, a orientação oficial é de gestão e aguardo, na esperança de que a situação nos mercados internacionais normalize para ultrapassar este momento difícil.
Os stocks estão garantidos, mas permanecem sob monitoria constante por parte das autoridades. Existe uma possível subida de preços no horizonte, seguindo a tendência regional verificada na SADC. A principal causa apontada é a instabilidade no Médio Oriente e a consequente pressão na cadeia logística global.
Imagem: DR


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