Cerca de 100 trabalhadores do Complexo Residencial Kaya Kwanga, localizado na cidade de Maputo, paralisaram as suas actividades em reivindicação ao pagamento de sete meses de salários em atraso. A situação instalou-se na sequência da detenção e posterior morte do antigo gestor, Humberto Sartori, deixando o grupo de funcionários sem qualquer remuneração.
Os empregados referem que a direcção justifica o incumprimento com sucessivas exigências de documentação por parte da instituição bancária para o desbloqueio das contas.
De acordo com uma publicação da TV Miramar, um dos administradores do complexo reconheceu a total legitimidade das reivindicações, embora lamente o facto de todos decidirem paralisar as actividades sem aviso prévio. O responsável apontou como principal entrave a actuação do banco, afirmando que a instituição financeira solicita constantemente novos papéis e assinaturas, criando novos obstáculos sempre que parecia estar alcançado um entendimento.
Entretanto, o administrador assegurou, por outro lado, que tem havido um esforço contínuo desde o início do processo para articular com os herdeiros, com o objectivo de ultrapassar o impasse institucional e restabelecer o acesso às contas bancárias da empresa.
(Foto DR)



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