O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que os indivíduos que promovem e protagonizam actos de vandalismo, saque e destruição de infra-estruturas públicas e privadas no âmbito das manifestações pós-eleitorais em Moçambique estão identificados e serão responsabilizados.
Falando esta quinta-feira (20), durante o encerramento da 20.ª cerimónia de Graduação do Curso de Licenciatura e da 7.ª edição dos cursos de Mestrado em Ciências Policiais em Maputo, Daniel Chapo manifestou, entretanto, alguma preocupação com os actos de incitação à violência através das plataformas digitais.
“Expõem panfletos instigadores que criam um clima de instabilidade sobre a camuflagem de manifestações pacíficas, passeatas e caravanas que viram em manifestações violentas, ilegais, criminosas e o vandalismo. Nenhum moçambicano pode ser impedido de circular livremente e de transportar os seus bens para onde quer que seja”, vincou o chefe de Estado, citado pela RFI.
Por outro lado, Daniel Chapo também pediu que os agentes policiais evitem actuações que coloquem em causa o “bom nome” da corporação e do Estado, considerando inadmissíveis “práticas nocivas” entre as quais a corrupção, extorsão, clientelismo, indisciplina, nepotismo e a falta de respeito ao cidadão.
Recorde-se que segundo os últimos dados da plataforma de observação eleitoral Decide, a repressão policial das manifestações que decorrem desde Outubro resultou em 361 mortos, sendo que as autoridades moçambicanas, por sua vez, confirmam 80 óbitos e dão conta da destruição de 1677 estabelecimentos comerciais, de 177 escolas e de 23 unidades sanitárias durante os protestos.
(Foto DR)
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