“Não entendemos”: Ministra Macamo reage à ordem de expulsão de diplomata moçambicano da Somália

A ordem de expulsão do diplomata moçambicano na Somália, Francisco Madeira, terá surpreendido a diplomacia moçambicana, sendo, por isso, que a Ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Verónica Macamo, disse não entender a decisão do Governo somali.

“Não entendemos o que é que aconteceu, mas ficamos consolados” disse Macamo referindo-se à anulação da decisão pelo Presidente a Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed.

O primeiro-ministro da Somália, Mohamed Hussein Roble, considerou o representante moçambicano da União Africana (UA) na Somália de “persona non grata”, por isso emitiu uma ordem de expulsão, anulada pelo Presidente somali.

Refira-se que o Presidente da Somália e o primeiro-ministro local são rivais políticos e estão em constantes clivagens.

“O embaixador Madeira é um embaixador de carreira que, por causa do seu conhecimento, capacidade e da sua experiência, foi indicado pela UA para representar a organização no âmbito da [missão de] unidade e pacificação. É este o papel que está a realizar”, frisou Macamo, nesta que foi a primeira reação de um governante moçambicano após o sucedido.

A 08 de Abril, o Presidente da UA, Moussa Faki Mahamat, expressou preocupação com a decisão do primeiro-ministro da Somália. No entanto, congratulou-se, com a posição do Presidente da Somália, que se opôs à do primeiro-ministro.

O chefe de Estado somali lamentou a decisão do Governo de Mogadíscio e reiterou o compromisso de continuar a cooperar com a Missão da UA de Transição na Somália.

Em Novembro, o Governo somali expulsou o representante especial adjunto da UA, Simon Mulongo, e já antes, em Janeiro de 2019, tinha sido expulso o enviado especial das Nações Unidas, Nicholas Haysom, por alegada “violação de protocolos” e “interferência nos assuntos internos da Somália.

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