O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu nesta terça-feira (29), que qualquer obstáculo às exportações de energia do Irão teria consequências para toda a região. O aviso acontece numa altura em que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançava um ataque público contra o Presidente dos EUA, Donald Trump, e afirmava estar a preparar novas armas para o campo de batalha.
“Se o Irão não puder vender o seu petróleo, ninguém na região venderá petróleo, e se a nossa segurança não for garantida, nenhuma infra-estrutura estará segura”, afirmou Ghalibaf numa sessão parlamentar online, alertando Washington contra “erros de cálculo”.
“O povo iraniano nunca deve deixar-se intimidar por bloqueios e ameaças. Se a máquina de tomada de decisões do inimigo americano não compreender esta realidade fundamental, permanecerá presa num ciclo de sofrer golpes pesados da nação iraniana”, afirmou Ghalibaf.
Citado numa publicação da Euronews, o porta-voz do IRGC, Hossein Mohebi, classificou durante uma conferência de imprensa Trump como “um grande mentiroso” e afirmou que as forças norte-americanas têm de abandonar o Médio Oriente. Mohebi acrescentou ainda que Teerão está a produzir continuamente novas armas.
“Estamos constantemente a conceber novas armas, a modernizar as existentes e a produzir em massa armamento para nos defendermos. Se os confrontos assumirem uma forma diferente, traremos certamente novas armas para o terreno”, disse Mohebi.
Por sua vez, o presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, Ebrahim Azizi, afirmou separadamente que o Irão está totalmente preparado para um conflito mais intenso do que aquilo que descreveu como a “guerra dos 40 dias”.
Sobre as relações regionais, Mohebi afirmou que as bases militares dos EUA são “a única fonte de insegurança” na região e apontou para “laços de longa data” com 15 países vizinhos.
Desde os ataques norte-americano-israelitas contra o Irão no final de Fevereiro, que marcaram o início da guerra, as acções de retaliação de Teerão, incluindo ataques em território de países vizinhos, perturbações no transporte marítimo e o encerramento do Estreito de Ormuz, têm colocado estas relações sob pressão.
(Foto DR)



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