A fabrica de produção de gás de cozinha da petroquímica sul-africana Sasol, em Temane, no distrito de Inhassoro, província de Inhambane, estará concluída até Setembro deste ano.
A garantia do início das operações foi dada, sexta-feira, em Maputo, pelo director das relações corporativas da Sasol, Mateus Mosse, num “briefing” com a imprensa, segundo avança o “Notícias”.
De acordo com a fonte, o empreendimento encontra-se a 80% de execução e vai entrar em funcionamento este ano. “A conclusão da fábrica está atrasada. O arranque das operações estava previsto para o último trimestre do ano passado, só que fomos obrigados a interromper as obras devido às manifestações pós-eleitorais que iniciaram em Outubro de 2024”, explicou durante o “briefing”.
Espera-se que depois da conclusão da infra-estrutura em Setembro a petroquímica esteja em condições de, entre Novembro e Dezembro, iniciar a produção anual de 30 mil toneladas de gás de cozinha que vai suprir 70% das necessidades do mercado nacional.
“Além da refinaria do gás doméstico, os recursos produzidos servirão também para produzir o petróleo leve e abastecer a Central Térmica de Temane com gás natural, devendo gerar 450 megawatts”, concluiu.
Refira-se que a materialização deste projecto é resultado de um acordo de partilha de produção, que prevê a construção de uma infra-estrutura de produção de gás de cozinha e de 23 milhões de gigajoules por ano para alimentar a Central Térmica de Temane.
A construção da infra-estrutura através da qual será feita a produção do Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) ou gás de cozinha conta com o envolvimento de diversas empresas, algumas das quais nacionais.
As mesmas beneficiaram de 600 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 72 milhões exclusivamente destinados às empresas detidas por moçambicanos.
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