Um dos deputados dados como desaparecidos pelo PODEMOS apareceu nesta quinta-feira (27), na Assembleia da República com o objectivo de tomar posse, mas foi impedido e orientado a aguardar com a garantia de que será contactado oportunamente para se fazer à Casa do Povo após a devida a apreciação da sua missiva.
Trata-se de António Faruma, de 25 anos de idade. Segundo uma publicação do jornal Evidências, o Partido Optimista Para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), estreante no Parlamento, alegou que dois dos seus deputados não compareceram à cerimônia de tomada de posse porque estavam desaparecidos, supostamente vítimas da repressão durante manifestações que contestavam os resultados eleitorais.
No entanto, António Faruma acusa o secretário-geral do partido, Sebastião Mussanhane e seu amigo Xavier José, por sinal também deputado, por orquestrar este esquema. “Eu não tomei posse porque houve má-fé para mim. O meu amigo Xavier, que é membro do PODEMOS, recebeu uma informação do Secretário-geral do partido PODEMOS que no dia de posse não poderia estar lá porque não fiz a campanha”, declarou Faruma.
O deputado “ora desaparecido” contou ainda que a justificativa do seu secretário não é justa porque há também membros do partido que não estiveram engajados na campanha eleitoral de 2024 mas, mesmo assim, foram empossados como deputados da Assembleia: “Não sei se esse é o motivo por que tem alguns que não fizeram campanha do partido mas estão no Parlamento”.
“Acompanhei tudo e fui eleito. É meu direito. E já submeti os documentos para a tomada de posse e disseram que vão-me ligar mas não disseram a data”, acrescentou.
Na terça-feira (25), o porta-voz da Comissão Permanente (CP) da AR, Manuel Ramessane, advertiu que pelo menos dois deputados do PODEMOS, o maior partido da oposição no País, poderão perder o mandato no Parlamento, caso não tomem posse até antes do fim da segunda sessão ordinária.
Ramessane explicou que o órgão vai remeter à Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL), a 1.ª Comissão de trabalhos da AR, para apreciar o caso.
(Foto DR)
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