Daniel Chapo e Venâncio Mondlane rompem o silêncio em encontro histórico

Daniel Chapo e Venâncio Mondlane rompem o silêncio em encontro histórico

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se na noite deste Domingo (23), com o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que lidera as maiores manifestações pós-eleitorais desde Outubro passado em Moçambique.

Segundo uma publicação da Presidência da República, o teor da reunião não foi revelado, mas o chefe de Estado, Daniel Chapo, fez uma publicação no seu canal de WhatsApp, reforçando a importância do diálogo como prioridade para o País.

“Diálogo, diálogo, diálogo. Nossa missão, nossa prioridade. Vida Moçambique”, escreveu Chapo, reiterando seu compromisso com a resolução das questões políticas e sociais de Moçambique.

Este encontro, realizado em Maputo, acontece menos de um mês depois de o Presidente da República ter assinado o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo com nove formações políticas que participaram nas sessões de diálogo político até então realizadas. Este compromisso visa estabelecer princípios e directrizes para um diálogo nacional inclusivo, abordando questões essenciais como a revisão constitucional e a governação.

“O encontro entre o Presidente da República e Venâncio Mondlane reforça a necessidade de aprofundar a reconciliação e consolidar um ambiente político estável, essencial para o desenvolvimento socioeconómico do País. O diálogo entre as diversas forças políticas e sociais é um passo determinante para restaurar a confiança nas instituições e garantir um futuro harmonioso para todos os moçambicanos”, refere a nota da Presidência.

Depois da assinatura do Compromisso, o Presidente da República e os partidos signatários sentaram-se à mesa para fazer o balanço, tendo na ocasião o Chefe de Estado considerado esse balanço extremamente positivo, ao afirmar que a assinatura decorreu conforme previsto, contando com a presença de representantes da sociedade civil, partidos políticos, academia, juventude, mulheres, líderes religiosos e comunitários, além de alguns países vizinhos e a comunidade internacional.

O Chefe de Estado e os demais signatários concluíram que a sociedade recebeu muito bem a assinatura do acordo, sobretudo pelo facto de ter ficado claro que o acordo não prevê discutir pessoas, interesses pessoais, nem interesses de grupos, mas prevê discutir e debater o país que todos pretendem como moçambicanos.

 

(Foto DR)

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