A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu libertar mais petróleo das suas reservas estratégicas para tentar travar a escalada de preços causada pela guerra russo-ucraniana iniciada a 24 de Fevereiro.
Embora não tenha revelado a quantidade a disponibilizar, a AIE disse, em comunicado, que a primeira remessa deve chegar ao mercado “no início da semana”.
A informação foi tornada púbica após uma reunião ministerial extraordinária, que decorreu por videoconferência.
Os ministros destacaram que o conflito armado russo-ucraniano “continua a causar uma tensão significativa nos mercados petrolíferos. Segundo os responsáveis, gera um aumento da volatilidade dos preços” enquanto as reservas estão “no seu nível mais baixo desde 2014”.
Esta decisão da AIE foi divulgada após os Estados Unidos terem anunciado a libertação de um milhão de barris de petróleo por dia da reserva estratégica do país, durante seis meses, numa tentativa de travar a subida de preços. A medida representa um total de 180 milhões de barris.
No mês passado, os países da AIE prometeram lançar no mercado cerca de 62,7 milhões de barris das suas reservas, sublinhando que poderiam chegar mais longe.
Os membros da AIE, que reúne 31 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido, têm, no total, reservas de 1,5 mil milhões de barris.
A invasão russa à Ucrânia provocou um forte aumento do preço do petróleo, quando os países produtores continuam a restringir a sua oferta.
Os membros da OPEP+ têm recusado até agora aumentar significativamente a produção para aliviar o mercado, limitando se a uma subida gradual de 400 mil barris por dia todos os meses.