O Governo moçambicano pretende, até 2030, instalar 20 sistemas de Observação Meteorológicas, à escala nacional, por forma a proporcionar aviso prévio sobre os eventos extremos à população. A iniciativa, segundo o Executivo, visa evitar a perda de vidas humanas e de bens.
Falando na cerimónia do lançamento do Roteiro Nacional da Iniciativa de Aviso Prévio para Todos e da Fase de Investimento do Mecanismo de Financiamento de Observações Sistemática, o Presidente da República, Filipe Nyusi, referiu que “só se pode reduzir a perda de vidas humanas se as comunidades tiverem avisos atempados”.
“O que se pretende é que até 2030 todas as pessoas tenham informações sobre aviso prévio em Moçambique, o que exige um trabalho árduo do Governo e parceiros de cooperação”, enfatizou o estadista moçambicano, citado pelo jornal Notícias.
Para o efeito, o país, segundo o Presidente da República, necessita de 64 milhões de dólares para colocar em prática todas acções, incluindo a instalação dos sistemas de aviso prévio em todo o território nacional.
Na mesma ocasião, a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, apontou que Moçambique é um dos países-piloto da implementação da iniciativa de Aviso Prévio lançada pelas Nações Unidas.
Segundo a governante, “estão em curso, neste momento, acções de mobilização de financiamentos para a instalação das estações meteorológicas, estando disponíveis para o efeito oito milhões dos 64 milhões de dólares necessários para o programa”.
Já para o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, o lançamento desta iniciativa mostra como o Presidente da República empenha-se na questão de aviso prévio.
(Foto DR)
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