O Parlamento sul-africano vota, esta quarta-feira, a proposta do orçamento para este ano, em meio a várias incertezas.
Esta terça-feira a comissão parlamentar de Finanças aprovou o documento da estrutura fiscal do orçamento, integrando recomendações do partido ACTION SA.
Basicamente, o ACTION SA propõe que o orçamento deste ano seja aprovado, mas com o compromisso de que em um mês o Tesouro volte ao parlamento para apresentar alternativas de receitas e despesas, que não incluam o aumento do IVA e o imposto de renda.
O relatório foi aprovado na comissão de Finanças, com o apoio do ANC, Inkata e Action SA.
Partidos como a Aliança Democrática, Umkhonto WeSizwe e EFF reprovaram o relatório da comissão e levantaram dúvidas sobre as competências legais da comissão em fazer emendas estruturantes do relatório a ser submetido ao plenário de hoje.
Por outro lado, desconfiam que findos os 30 dias, o tesouro possa voltar ao parlamento e dizer que não tem nenhuma alternativa, o que, na opinião deles, significaria que o parlamento teria aprovado a actual proposta de incremento do IVA em zero vírgula cinco por cento.
A batalha que se segue será travada agora no parlamento: O ANC tem 159 votos e já garantiu o apoio de vários partidos políticos, como o Inkata, Aliança Patriótica, UDM, Rise Mzansi, Al Jama-ah, Good, PAC e Action SA.
No total o ANC consegue 200 votos, ou seja, metade do parlamento. Por isso mesmo que o ANC está a negociar com o Build Onde South Africa e o ACDP para conseguir o voto de desequilíbrio.
Mesmo assim, o ANC continua a tentar persuadir a Aliança Democrática e o FF Plus, que integram o Governo de Unidade Nacional, a aprovar a estrutura do orçamento, com as recomendações sugeridas pelo ACTION SA.
O futuro do próprio Governo de Unidade Nacional também está em jogo, já que ao votar contra o orçamento, a Aliança Democrática pode estar a sinalizar que esteja de saída.
O ANC já disse que o Governo de Undiade Nacional não está ancorado ao DA, pelo que a saída deste partido, argumenta, não pode ser interpretada como o fim do executivo de união. (RM)
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