EUA vão assinar acordo de minerais com Ucrânia “muito em breve”, diz Trump

EUA vão assinar acordo de minerais com Ucrânia “muito em breve”, diz Trump

Os EUA vão assinar dentro de pouco tempo o acordo de recursos naturais com a Ucrânia, disse Donald Trump esta quinta-feira (20), depois do adiamento motivado pela tensa reunião com Volodymyr Zelensky na Casa Branca no final de Fevereiro.

“Uma das coisas que vamos fazer é assinar um acordo muito em breve no que respeita às terras raras com a Ucrânia”, disse Trump durante um evento.

Citado pelo jornal português Negócios, o acordo permitirá que os EUA recebam uma compensação pelo apoio militar dado à Ucrânia no conflito com a Rússia.

O pacto prevê que a Ucrânia contribua com metade das receitas de vendas futuras de recursos naturais, incluindo minerais, petróleo e gás natural, para um fundo de reconstrução em parceria com os EUA.

A porta-voz da Casa Branca confirmou que o acordo entre Ucrânia e EUA vai além da questão dos minerais. “Estamos agora focados num acordo de paz de longo-prazo”, disse Karoline Leavitt na quarta-feira. “Progredimos em relação a apenas um quadro de acordo económico sobre minerais.”

As declarações do Presidente dos EUA surgem depois de uma conversa telefónica com o homólogo ucraniano, na quarta-feira, em que foi discutido um eventual cessar-fogo sobre alvos energéticos da Rússia, tal como foi também proposto a Vladimir Putin, num primeiro passo para tréguas mais alargadas. Em relação aos esforços norte-americanos para a paz na Ucrânia, Trump disse que estão a correr “bastante bem”.

Contudo, os esforços para chegar a um acordo de minerais com a Ucrânia levantam dúvidas, uma vez que o país não tem grandes reservas de terras raras, assinala a Bloomberg, mas sim de carvão, petróleo, minério de ferro, urânio, titânio e magnésio, entre outros, o que poderá ser rentável para os EUA.

Trump falou do acordo sobre minerais pouco depois de ter invocado poderes de emergência para aumentar a capacidade de produção norte-americana de minerais críticos e também carvão para diminuir a dependência das importações.

 

(Foto DR)

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