Tribunal fixa caução de 300 mil meticais para arguidos do caso caso “Unay Cambuma” responderem em liberdade

Tribunal fixa caução de 300 mil meticais para arguidos do caso caso “Unay Cambuma” responderem em liberdade

Após quatro dias de intensas audiências, terminou na última sexta-feira (14), o debate e conclusões da audiência preliminar dos jovens Wilson Matias Pita e António Muthemba, arguidos no caso “Unay Cambuma”.

Inicialmente, eram acusados de cinco crimes: Instigação Pública (previsto no artigo 345 do CP), Incitamento à desobediência coletiva (alínea a), n.º 2, artigo 396 CP), Ofensas à honra do PR e outras entidades (n.º 1 do artigo 237 do CP), Atentado contra a liberdade de certas entidades (artigo 395 do CP), e Associação Criminosa (artigo 348 do CP).

Em sede das conclusões, o Ministério Público pronunciou-se apenas sobre três das cinco acusações, abstendo-se de se pronunciar sobre os crimes de ofensas à honra do PR e a outras entidades e de Associação Criminosa.

Segundo uma publicação do Jornal Ngani, que cita um dos advogados, a leitura do despacho de pronúncia e não pronúncia, realizada esta segunda-feira (17), o Tribunal entendeu que os arguidos cometeram apenas quatro crimes, fazendo excepção ao crime de ofensas à honra do PR e a outras entidades. Para que ambos possam responder ao processo em liberdade, foi mantida a caução promovida pelo Ministério Público, fixada no valor de MZN 200.000,00 (duzentos mil meticais) para Wilson e MZN 100.000,00 (cem mil meticais) para António.

No mesmo âmbito, a juíza ordenou um procedimento significativo: a extração de cópias das declarações de Wilson e dos relatórios médicos que confirmam as agressões, com vista à instauração de um procedimento criminal contra todos os agentes envolvidos.

Esta decisão surge devido às fortes dores físicas apresentadas por Wilson desde o dia em que foi apresentado à imprensa, sendo de salientar que as audiências foram realizadas mesmo sem os relatórios dos exames médicos mais específicos, solicitados pelo Tribunal e pelos médicos para apurar as reais causas dessas dores.

Os arguidos são assistidos pelos advogados Carlos Xerinda, Sandra Clifton, Teófilo Matsule e Ferosa Chaúque (esta última, Presidente da CDHOAM), que representam os “Advogados pela Legalidade, Justiça e Direitos Humanos (OAM-CDH)”.

 

(Foto DR)

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