Total volta a Moçambique quando situação do terrorismo estiver “calma”

Total volta a Moçambique quando situação do terrorismo estiver “calma”

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse esta terça-feira que a Total vai regressar a Moçambique quando tudo “estiver calmo“, referindo-se ao conflito armado no norte do país, após se ter reunido com o presidente da administração da petrolífera, em Paris.

“A Total pode exigir que haja tranquilidade e haja paz para desenvolver os seus projectos económicos. […] Tem ajudado em termos de responsabilidade social, com hospitais e escolas, ajudaram na distribuição de água à população. [A Total volta] Quando estiver calmo”, assegurou o Chefe do Estado moçambicano, em declarações aos jornalistas.

Filipe Nyusi participa desde ontem na Cimeira Sobre o Futuro das Economias Africanas, organizada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que decorre na capital francesa e junta mais de 20 líderes africanos e europeus.

O Presidente da República chegou a Paris na segunda-feira, aproveitando para se encontrar na manhã de segunda-feira com a Total, mas também com outros gigantes como Air France ou o banco Société Generale, que tem uma operação em Moçambique.

A Total suspendeu recentemente um investimento de 25 mil milhões de dólares no país devido à insegurança na província de Cabo Delgado, palco de ataques desde há três anos.

“A Total é uma empresa privada, não é militarizada nem tem uma força para combater. A obrigação de defender os interesses económicos são dos países, neste caso concreto todos temos o interesse em estabilizar e a defesa do estado”, reforçou o Chefe do Estado.

No encontro de segunda-feira, o presidente do Conselho de Administração da Total, Patrick Pouyanné, disse que a empresa tinha vivido uma situação “dramática”.

“Claro que enfrentámos em Cabo Delgado, em Palma, uma situação dramática, recentemente, então tivemos de tomar decisões”, nomeadamente “não manter pessoal em Afungi” (local de construção do projecto), disse, acrescentando que a empresa tem “plenamente” confiança no Governo moçambicano para apaziguar a região.

“Assim que Cabo Delgado volte a ter paz, a Total voltará”, garantiu o CEO da petrolífera francesa.

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