Sector privado vai investir 7 milhões USD na luta contra malária

O sector privado nacional vai investir sete milhões de dólares em iniciativas de prevenção e combate à malária, como contributo rumo à eliminação da doença no país, até 2030.

O valor, fruto de responsabilidade social de várias empresas, foi anunciado segunda-feira, em Maputo, nas celebrações do Dia Mundial de Luta contra a Malária, que decorreram sob o lema “Construindo a resiliência e equidade para acabar com a malária”.

Assumiram o compromisso a Associação Nacional de Jovens Empresários de Moçambique, que se ofereceu a doar redes mosquiteiras para os mais necessitados do país; e a ExxonMobil, que reafirmou o investimento de 300 mil dólares para o desenvolvimento de dois programas, sendo um na província de Manica e outro em Cabo Delgado.

Desde 2017, a ExxonMobil já investiu mais de um milhão de dólares em projectos de pesquisa e prevenção da malária nas províncias de Maputo, Sofala, Manica, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.

O compromisso foi ainda reassumido pela Kenmare e pela Vodacom. A primeira vai manter o financiamento para os próximos três anos nos 14 bairros dos distritos de Larde e Moma, província de Nampula, em cerca de 1,6 milhão de dólares, para a pulverização intradomiciliária, distribuição de redes mosquiteiras, bem como para a vigilância entomológica da malária.

Já a Vodacom, que apoia uma iniciativa transfronteiriça de luta contra a malária em Moçambique, África do Sul e Eswatini, afirma que protegeu três milhões de vidas desta patologia e que vai manter o foco na inovação com vista a alcançar resultados e impactos em pouco tempo.

O evento foi organizado pela Vestergaard, fabricante de redes mosquiteiras PermaNet, e a Goodbye Malária, organização africana dedicada ao combate à doença na África Austral, em parceria com o Ministério da Saúde.

Patrick Sieyes, chefe do Crescimento Global na Vestergaard, afirmou que, como parceiro do sector privado, a sua empresa está dedicada à inovação e procura de soluções eficazes e duradoiras para eliminar a doença.

“Apoiamos os objectivos do Fundo Global para angariar 18 mil milhões de dólares para salvar 20 milhões de vidas”, sublinhou.

Estas entidades e outras estão a dar o seu contributo em resposta aos apelos do Governo para a união de esforços na procura de soluções para os principais problemas de saúde, como a malária, que anualmente tira a vida a centenas de moçambicanos, sendo uma das principais causas de internamento nas unidades sanitárias.

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