Restauração do ecossistema eleva progresso do turismo no Parque Transfronteiriço do Limpopo

Restauração do ecossistema eleva progresso do turismo no Parque Transfronteiriço do Limpopo

A restauração do ecossistema do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo eleva o seu potencial para o desenvolvimento do turismo baseado na natureza.

A ideia foi defendida, recentemente, pelo vice-presidente do Peace Parks Foundation, Joaquim Chissano, nas comemorações dos 20 anos do Tratado das áreas de conservação do Grande Limpopo, marcados pela reintrodução de 10 rinocerontes no Parque Nacional do Zinave, distrito de Mabote, província de Inhambane.

Realçou que com a reintrodução destas espécies no “Zinave” fecha-se o ciclo da introdução de determinados mamíferos. Acrescentou que com a chegada dos rinocerontes está constituído um parque com os chamados big five.

“Estamos cientes de que com a chegada destes animais, o reforço da fiscalização deve ser redobrado e estamos prontos para colaborar com o Governo neste desafio. A protecção da biodiversidade conta com o apoio das diversas instituições que têm sido chave para a redução da caça furtiva”, disse Chissano, citado pelo jornal Notícias.

Joaquim Chissano referiu que as Forças de Defesa e Segurança e as instituições de justiça tudo têm feito para complementar o trabalho realizado pelos fiscais e técnicos de conservação da natureza. Reiterou o compromisso de continuar a trabalhar com os governos dos países vizinhos no controlo da caça furtiva, através de fornecimento de treinamento, equipamento adequado e aplicação de tecnologia na protecção de espécies.

“A nossa colaboração, durante esses anos, impactou na redução de acções furtivas que aconteciam de Moçambique para a África do Sul, no período de 2018 a 2020. Os casos baixaram de 508 para 121, mas reconhecemos que ainda há muito trabalho para chegarmos no zero”, disse.

A Peace Parks Foundation vai continuar a trabalhar para garantir a conservação da biodiversidade de modo a estar ao serviço dos cidadãos, através da melhoria da qualidade de vida, com a criação de postos de trabalho. Para o efeito, foram estabelecidos pilares para colaboração com os países comprometidos com esta causa.

“Estamos orgulhosos da excelente colaboração com os governos de Moçambique, Repúblicas da África do Sul e República do Zimbabwe, nos esforços da criação e manutenção das áreas de conservação comum”, disse.

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