Receitas da LAM apresentam sinais de estabilidade no quarto mês da reestruturação

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Receitas da LAM apresentam sinais de estabilidade no quarto mês da reestruturação

Receitas da LAM apresentam sinais de estabilidade no quarto mês da reestruturação

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) está a dar sinais de estabilidade financeira após o processo de reestruturação iniciado há quatro meses. A informação foi avançada esta segunda-feira (15), pela comissão de gestão composta pela empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE).

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, revelou que a commpanhia já conseguiu estabilizar parte das suas operações, o que permite maior segurança na tomada de decisões.

“Crescemos financeiramente em termos de receitas de cerca de nove milhões de dólares por mês e andamos agora em cerca de 12 milhões de dólares por mês de facturação da LAM. A nossa avaliação dos primeiros quatro meses é positiva. Julgamos que estamos no caminho certo”, assinalou.

Agostinho Langa referiu igualmente que a companhia aérea moçambicana ainda não atingiu resultados superados, “mas conseguimos ter algum domínio dos processos da empresa e nos sentimos confortáveis para a tomada de algumas decisões”.

A fonte destacou ainda a melhoria dos resultados financeiros da companhia resulta, sobretudo, os cumprimento dos compromissos assumidos com os proprietários dos aviões alugados.

“Havia muita reclamação sobre a instabilidade operacional da LAM, mas julgamos que conseguimos alguma melhoria, fruto de honrarmos pontualmente os compromissos com os donos dos aviões. Como sabem, a LAM opera com cinco aviões, dos quais quatro são alugados.”

Nos últimos meses, a prioridade tem sido garantir a estabilidade operacional da empresa. Apesar de ainda existirem dívidas internas e externas, a gestão reitera que a saúde financeira da companhia está a melhorar gradualmente.

“Várias entidades já demonstraram interesse em colaborar com a LAM, algo que anteriormente não se verificava”, afirmou Langa.

O PCA explicou que a falta de pagamentos atempados por parte dos alugueiros causava, muitas vezes, a interrupção das operações, criando transtornos.

“Hoje, essa situação já não se verifica. Começamos a ter resultados financeiros que nos permitem cobrir as operações diárias da LAM”, sublinhou.

(Foto DR)

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