Profissionais de saúde prolongam greve por mais 30 dias

Profissionais de saúde prolongam greve por mais 30 dias

Os profissionais de saúde moçambicanos anunciaram hoje, segunda-feira (27), a prolongação da greve, que começou a 29 de Abril, por 30 dias face à falta de consensos nas negociações e acusam o Governo de intensificar ameaças à classe. 

Segundo a secretária-geral da Associação dos Profissionais da Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), Sheila Chuquela, que falava numa conferência de imprensa, explicou a decisão tomada em relação à greve iniciada há quase um mês.

“Volvidos 30 dias de greve, anunciamos a prorrogação da mesma por mais 30 dias até que o Governo interiorize e compreenda o valor de uma vida. As conversações estão decorrendo entre o Governo e os representantes dos profissionais da saúde. Entretanto, prevalece o braço-de-ferro da parte do Governo”, declarou hoje, Sheila Chuquela, citada pela RFI.

De acordo com a porta-voz, a agremiação acusa, também, o Executivo de falta de seriedade ao usar estudantes de medicina despreparados para atender os pacientes nas unidades sanitárias.

“Mais uma vez, como se pode depreender, são manobras de quem não quer efectivamente solucionar os problemas do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e se furta a levar com seriedade as questões para não solucionar os problemas apresentados e, desta forma, cansar o profissional de saúde e calar a sua voz. Mas não nos vamos calar e muito menos nos acobardar”, destacou Sheila Chuquela.

Os profissionais de saúde exigem, por isso, melhores condições de trabalho e salariais. A APSUSM pede medicamentos que têm, em alguns casos, de ser adquiridos pelos pacientes, camas hospitalares, a resolução do problema da falta de alimentação, bem como o equipamento de ambulâncias com materiais de emergência e equipamentos de protecção individual não descartável.

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