Nyusi: “Linha Beira – Machipanda reforça cooperação económica entre Moçambique e Zimbabwe”

Nyusi: “Linha Beira – Machipanda reforça cooperação económica entre Moçambique e Zimbabwe”

O Chefe do Estado, Filipe Nyusi, considera que a Linha Beira – Machipanda, que faz ligação com o Zimbabwe, vai reforçar a cooperação económica entre Moçambique e Zimbabwe e o resto dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O Presidente da República disse que a linha férrea de Machipanda é uma obra de grande impacto para a economia moçambicana e traduz a aposto do governo na expansão do sistema ferro portuário visando reduzir a pressão sobre as estradas.

Filipe Nyusi disse que com a reabilitação e requalificação da ferrovia, houve um incremento da capacidade de transporte de mercadorias de zero ponto seis milhões, para três milhões de toneladas métricas anualmente.

O Chefe de Estado destacou ainda, o facto da qualidade das mesmas, permitir a circulação de comboio a uma velocidade de quarenta quilómetros por hora, contra trinta quilómetros por hora anteriormente.

Por sua vez, o presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, disse que a linha férrea de Machipanda vai contribuir para a melhoria do ambiente de negócio na região austral de África, ficando ainda reforçada a integração regional no contexto da SADC.

O estadista zimbabweano considera que a via-férrea que liga a cidade da Beira, em Sofala ao posto administrativo de Machipanda, em Manica é um verdadeiro exemplo de integração regional.

“O povo moçambicano demonstrou que possui conhecimento e maquinaria. Nós podemos adquirir este conhecimento e técnica, em Zimbabwe. Quero o trabalho feito o mais breve possível. Nos povos africanos, especialmente Moçambique e Zimbabwe, nos temos capacidade para desenvolver os nossos países, temos recursos, e mais importante, nos temos uma clara visão sobre onde queremos ir”, disse Emmerson Mnangagwa.

A Linha de Machipanda, que liga Zimbabwe e Moçambique partir da cidade da Beira, em Sofala, custou 200 milhões de dólares e envolveu 600 trabalhadores.

As obras, iniciadas em 2018, consistiram essencialmente na eliminação de curvas com raios apertados (muitas delas desnecessárias e gradientes consideráveis) e impediam a circulação de comboios na velocidade desejada.

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