Os ataques armados registados nos últimos dias no distrito de Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, já provocaram cinco mortos e forçaram a fuga de 8 mil pessoas —, agora reassentadas no posto administrativo de Alua, no distrito de Eráti.
A informação foi avançada esta terça-feira (18) pelo governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, durante a sua visita aos centros de acolhimento.
Segundo o governador, o número de deslocados pode ser ainda maior, uma vez que continuam a chegar famílias em trânsito. “Até ao momento, só aqui na zona de Alua temos 8000 pessoas — estamos a falar de 1600 famílias — mas ainda estamos a cruzar com pessoas com bagagens na cabeça, o que quer dizer que não são dados finais. Pode ter aumentado. Também estou a receber o registo de 50 deslocadas em Nacarôa e vou ali parar, para além daqueles que estão a dirigir-se para a vila-sede de Namapa”, explicou.
Citado numa publicação do Jornal Rigor, Eduardo Abdula admitiu que a situação de segurança permanece crítica. “A insegurança ainda prevalece nas zonas de Mazua e Chipene, como as áreas mais críticas neste momento. Vamos trabalhar para que a nossa força possa garantir segurança,” afirmou, referindo-se aos focos activos de violência que continuam a obrigar centenas de famílias a abandonar as suas casas com poucos ou nenhum bens.
Para responder à emergência humanitária, o Governo Provincial, em coordenação com o INGD, disponibilizou 50 tendas e produtos alimentares transportados em três camiões — dois do INGD e um do Conselho Executivo Provincial, resultado de uma angariação interna. “A alimentação não vai chegar para todos. O INGD está a fazer o levantamento das famílias,” alertou o governador.
(Foto DR)

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