Moçambique quer acesso equitativo às vacinas de Covid-19

Moçambique quer acesso equitativo às vacinas de Covid-19

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo disse na sede das Nações Unidas que Moçambique tem enfrentado dificuldades para ter acesso a mais vacinas contra a Covid-19.

Verónica Macamo, que falava durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que terminou nesta segunda-feira, lembrou do papel do sector privado e dos parceiros internacionais na ampliação do acesso ao imunizante. 

Durante a intervenção, a ministra afirmou que Moçambique tomou várias medidas para combater a pandemia, incluindo “aumento da capacidade de testagem, campanhas sobre prevenção dentro das comunidades” e restrições.

“As vacinas constituem, hoje, um bem essencial que está intrinsecamente ligado ao direito à vida, um direito que todos os nossos Estados deveriam defender. A escassez de recursos impõe que renovemos o nosso apelo à Comunidade Internacional para canalizar o seu apoio para, de forma conjunta, podermos combater a Covid – 19 com sucesso”, disse. Macamo disse ainda que o “impacto da pandemia influenciou na desaceleração económica de Moçambique para níveis negativos em 2020.” 

Segundo dados estatísticos, o crescimento do PIB do país este ano deve ser de apenas 1,3%, mas a chefe da diplomacia moçambicana prevê um crescimento mais sólido a partir de 2022.  

Durante a sua intervenção, a representante destacou os impactos do terrorismo para o continente africano.

Combate ao terrorismo

“A África está entre os continentes mais afetados pelo terrorismo e pelo extremismo violento. No nosso País, actuam em alguns distritos da província de Cabo Delgado, no norte do País. O nível de destruição do tecido económico e social, as atrocidades e massacres, a destruição de infraestruras e pilhagem de bens das comunidades, semearam luto, dor e sofrimento profundos que gerou uma situação de emergência humanitária sem precedentes.”  

Sobre o terrorismo, a ministra garante que Moçambique tem dado uma resposta coordenada de combate ao mesmo e afirmou que está a haver progressos. “Agora, o governo foca-se em criar condições básicas para a população de Cabo Delgado regressar às suas zonas de origem”, informou.

Partilhar este artigo