Moçambique projecta produção anual em aquacultura de 24 mil toneladas

Moçambique projecta produção anual em aquacultura de 24 mil toneladas

O Presidente da República Filipe Nyusi anunciou na sexta-feira a meta, para os próximos cinco anos, de 24 000 toneladas de produção aquícola anual em todo o país, em comparação com as 3 000 toneladas atingidas em 2020.

Nyusi anunciou a nova meta no lançamento do Projecto de Aquacultura em Pequena Escala (PRODAPE), orçado em 49 milhões de dólares e que será implementado em 23 distritos de sete províncias moçambicanas, nomeadamente Tete, Manica, Sofala, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado, gerando 17 000 empregos.

“Com o PRODAPE confiamos que foram criadas condições para que a produção aquícola do país se torne consistente e robusta, quer a nível comunitário de pequena escala, quer orientada para as empresas”, disse Nyusi,

Disse que o PRODAPE é um projecto estrutural e transformacional que marca um ponto de viragem na actividade aquícola.

Os pequenos aquicultores, empresários rurais e licenciados, bem como os peritos técnicos, são não só os beneficiários, mas também actores cruciais para o sucesso do projecto, acrescentou o Presidente.

Nyusi disse que o projecto é parte de uma transformação estrutural que reflecte a transição de uma actividade modesta e de pequena escala para uma produção orientada para o negócio. “Este objectivo traduz-se num grande salto que irá reposicionar melhor a aquicultura entre as áreas prioritárias”, sublinhou ele.

Apesar do grande potencial, Nyusi salientou que a produção aquícola permanece densamente concentrada nas províncias de Gaza, Manica e Tete, representando quase 70% da produção nacional.

Argumentou que a baixa produção resulta do fraco acesso a alimentos de qualidade, da falta de infra-estruturas como centros de entrega, e da certificação laboratorial da qualidade das capturas da aquacultura, entre outras razões.

Nyusi acreditava que o PRODAPE irá acelerar a produção e alterar o perfil actual ao longo da cadeia de valor da aquacultura. Lançou um apelo vigoroso a todas as partes interessadas no projecto para garantir a evolução para uma aquacultura comercial e sustentável.

Apelou também à adopção de um paradigma diferente expresso no licenciamento rápido da actividade produtiva, na eliminação da burocracia, e na rápida tomada de decisões, bem como num zoneamento claro das áreas de pesca para evitar conflitos. Os gestores do projecto, disse ele, devem também assegurar a transferência de know-how para as comunidades.

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