Maláui adjudica obras da linha de energia eléctrica que vai ligar Moçambique

Maláui adjudica obras da linha de energia eléctrica que vai ligar Moçambique

Governo do Maláui anuncia a adjudicação das obras de construção da linha de transporte de energia eléctrica, que vai ligar Moçambique ao Maláui, a partir da província de Tete.

O anúncio, foi feito pela porta-voz do ministério de energia do Maláui Obile Kamoto Laly.

A empreitada, foi adjudicada a duas empresas sendo que a primeira encarregar-se-á pela execução das obras e a segunda será responsável pela fiscalização.

A porta-voz do ministério de energia do Maláui que não avançou detalhes assegurou que o governo vai se pronunciar brevemente em torno dos passos subsequentes do projecto de interligação eléctrica entre os dois países.

A ligação a ser feita a partir da subestação de Matambo no distrito de Marara em Tete à Phombeya no distrito de Balaka no Maláui, compreende 218 quilómetros de linha dos quais, 145 no território moçambicano e os 73 complementares no território malauiano.

Trata-se de um projecto idealizado há 23 anos com a assinatura em 1998 de um memorando entre Moçambique e Maláui. Contudo problemas de vária ordem atrasaram a interconexão.

Com o anúncio da contratação do empreiteiro da obra, Maláui estará pela primeira vez ligado à congregação de cooperação das empresas nacionais de electricidade na África Austral, sob os auspícios da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

Os trabalhos que irão consumir cerca de 130 milhões de dólares, vão garantir o fornecimento de 400 kilovolts de energia eléctrica, o que vai duplicar de 11 para 22%, a capacidade de oferta de corrente eléctrica no Maláui.

Refira-se que em Abril de 2019, a empresa moçambicana de distribuição de energia eléctrica EDM e a sua congénere malauiana a ESCOM, assinaram acordos técnicos, para contratos de compra e venda de energia.

Actualmente, a energia eléctrica do Maláui é assegurada por grupos geradores a diesel e ou a carvão vegetal, que produzem apenas 367 megawatts de energia, contra 719MW, que o país necessita.

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