Um estudo recente conduzido pelo Silent Spring Institute revelou a presença de diversas substâncias químicas potencialmente perigosas em produtos de extensões de cabelo comercializados nos Estados Unidos, algumas das quais estão associadas ao risco de cancro da mama.
A investigação analisou 43 produtos de extensões, incluindo opções sintéticas e de cabelo natural, e identificou um total de 169 substâncias químicas. De acordo com os investigadores, a maioria dos produtos continha compostos classificados como preocupantes do ponto de vista da saúde pública, entre os quais químicos com potencial de interferência hormonal.
Segundo o estudo, 17 das substâncias detectadas estão associadas, em estudos anteriores, ao cancro da mama ou a alterações hormonais que podem influenciar o risco da doença. Entre os compostos encontrados constam ftalatos, pesticidas e retardadores de chama — químicos já estudados por possíveis efeitos nocivos no organismo humano.
Apesar dos resultados, os autores sublinham que a investigação não prova que o uso de extensões de cabelo cause cancro da mama. O que foi identificado foi a presença de substâncias que, em determinadas condições de exposição e ao longo do tempo, têm sido associadas a riscos acrescidos em outros contextos científicos.
Especialistas alertam que a exposição repetida a químicos com capacidade de interferir no sistema endócrino pode representar um factor adicional de risco, sobretudo quando há contacto frequente com o couro cabeludo. Ainda assim, são necessários mais estudos para determinar o impacto real da utilização prolongada de extensões na saúde das consumidoras.
O estudo reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e transparência na composição de produtos capilares, bem como a importância de informar o público sobre potenciais riscos associados a substâncias químicas presentes em artigos de uso estético.
Imagem: DR

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