Investidores avaliam condições dos projectos de exploração de carvão em Tete

Investidores avaliam condições dos projectos de exploração de carvão em Tete

Os investidores nacionais e estrangeiros interessados em ficar com os negócios de carvão da Vale em Moçambique vão efectuar, no próximo mês de Setembro, uma visita para verificar as reais condições dos projectos em causa.

Depois da visita, os interessados poderão apresentar, até finais do mês de Dezembro, as suas propostas.

 A conclusão de todo o processo de desinvestimento da Vale em Moçambique, estará concluído no decurso do próximo ano, conforme o cronograma estabelecido.

A informação foi avançada recentemente pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela.

Segundo ele, depois da apresentação de propostas firmes, o Governo fará a sua intervenção no processo para avaliar o potencial de cada empresa e aquela que melhor responder aos requisitos exigidos de acordo com a lei. 

De acordo com o governante, neste momento, ocorre a recepção por parte da Vale, das propostas dos potenciais investidores que vão substitui-la como operadora, depois da multinacional brasileira ter consolidado a sua posição no negócio com a saída da Mitsui.

De recordar que, em Janeiro, a Vale anunciou que assinou um princípio de entendimento com a parceira japonesa Mitsui, “permitindo a ambas as partes estruturar a saída da Mitsui da mina de carvão de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala (NLC, sigla inglesa), como primeiro passo para o desinvestimento da Vale no negócio de carvão”.

Após a saída da Mitsui e até à venda da exploração, a Vale procurou preservar a continuidade operacional da mina de Moatize e do NLC, bem como continuar com as acções do aumento da capacidade produtiva do projecto e manter todos os compromissos com a sociedade.

A transacção com a japonesa Mitsui foi feita pelo preço simbólico de um dólar por acção, mas passam para a Vale todas as despesas e encargos associados, incluindo um saldo em aberto de 2,5 mil milhões de dólares.

 A Vale aponta como objectivo, ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030. O carvão é actualmente, um dos principais produtos de exportação de Moçambique, destinado, sobretudo, ao mercado asiático.

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