Inhambane: Professores denunciam transferências arbitrárias por razões políticas

Inhambane: Professores denunciam transferências arbitrárias por razões políticas

Sete professores do distrito de Vilankulo, na província de Inhambane, sul do País, afirmam que estão a ser transferidos arbitrariamente dos seus locais de trabalho, alegadamente por razões políticas.

Estes professores, de acordo com uma publicação do jornal “O País”, foram transferidos para diferentes escolas do distrito sem qualquer justificação.

A queixa dos professores é apoiada pela Renamo, principal partido da oposição moçambicana, que convocou uma conferência de imprensa esta sexta-feira, para denunciar a “discriminação de funcionários” da administração pública devido às suas preferências partidárias.

De acordo com o porta-voz da Renamo, José Manteigas, “a decisão dos Serviços Distritais de Educação de Vilankulo representa uma atitude de intolerância política e vai contra o espírito de inclusão, cidadania e participação política que todos desejamos”.

“Estas transferências não têm base legal, porque são assinadas por um funcionário da Secretaria dos Serviços Distritais sem consultar os afectados (os professores)”, acrescentou o porta-voz.

No entanto, as autoridades da educação naquela província dizem que os professores foram transferidos porque o sector tem falta de professores em algumas escolas primárias.

O diretor distrital de educação de Vilankulo nega que as transferências tenham sido motivadas por razões políticas, argumentando que “o sector tinha previsto contratar 115 novos professores para o ano letivo de 2024, mas, por razões financeiras, só vai poder contratar 15”.

“Todos os professores transferidos vão reforçar as escolas que antes eram do ensino primário, mas que agora também leccionam o ensino secundário”, concluiu.

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