Governo moçambicano espera encurtar prazo para reinício das obras de gás natural

Governo moçambicano espera encurtar prazo para reinício das obras de gás natural

O ministro das Finanças disse esta quarta-feira, esperar que as obras da Total em Cabo Delgado recomecem antes do prazo de um ano que a empresa estimou como necessário para o Governo resolver a insegurança na região.

“Penso que o prazo esperado de atraso das obras talvez seja reduzido porque apontámos um ano como o tempo necessário para permitir o recomeço do projecto, mas olhando para a situação, hoje, penso que não vai ser esse o caso, estamos a fazer o nosso melhor”, disse o governante, mostrando-se optimista na redução do prazo, estimado para Abril do próximo ano.

Respondendo a uma pergunta do director do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) durante o quarto Fórum sobre a Resiliência em África, no painel ‘O nexo entre segurança, crescimento económico e investimento’, organizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Adriano Maleiane mostrou-se optimista no recomeço das obras antes do prazo de suspensão de um ano avançado pelas autoridades.

“A perspectiva é boa porque a paz está a manter-se, as pessoas deslocadas estão a voltar às suas casas, e estamos agora no processo de criar condições para voluntariamente virem para casa e não simplesmente desejar vir para casa um dia”, acrescentou o ministro.

A petrolífera francesa Total, líder do projecto da Área 1 no norte de Moçambique, suspendeu os trabalhos na instalação perto de Palma a 24 de Março, no dia em que a cidade foi atacada pelos insurgentes, e um mês depois anunciou a suspensão de todo o projecto por tempo indeterminado.

Avaliado entre 20 e 25 mil milhões de euros, o megaprojecto de extração de gás da Total é o maior investimento privado em curso em África, suportado por diversas instituições financeiras internacionais e prevê a construção de unidades industriais e uma nova cidade entre Palma e a península de Afungi.

Agência Lusa

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