O número de portugueses em Moçambique é, largamente, maior do que o de cidadãos moçambicanos a viver em Portugal, revelou, ontem, na cidade do Porto, o Primeiro-Ministro português.
“Nós temos cerca de 15 mil moçambicanos a viver em Portugal e temos cerca de 40 mil ou um pouco mais a viver em Moçambique” disse, Luís Montenegro.
O governante atentou que o número pode ser ainda maior, pois existem, efectivamente, aqueles que têm dupla nacionalidade, e ora estão em Moçambique, ora em Portugal. “Esses são mais difíceis de contabilizar.”
“Portanto, as nossas comunidades são maiores do que esses números. Verdadeiramente, são maiores” vincou.
No debruçar de uma resposta a uma pergunta sobre o “endurecimento” das políticas migratórias, Montenegro notou que o processo de aquisição de nacionalidade continua a exigir mais tempo em Moçambique do que em Portugal.
“Nós temos para os portugueses um regime que para obterem a nacionalidade moçambicana precisam de residir dez anos em Moçambique. Em Portugal, é verdade, até à lei que nós aprovámos, um moçambicano precisava de aqui residir cinco anos, [mas] agora vai passar a ter um regime excepcional de sete anos, porque nós aumentamos de cinco para dez anos para toda a gente, as excepcionamos, precisamente, os países que falam português”, destacou.
Montenegro falava em conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República, Daniel Chapo, após a assinatura de 22 acordos de cooperação entre os dois países.

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