Os ex-guerrilheiros da Renamo anunciaram hoje (17), o arranque da campanha nacional de recolha de assinaturas para pressionar a renúncia do líder do partido, Ossufo Momade e do Conselho Jurisdicional Nacional.
Segundo o porta-voz da Renamo, Abdul Machava, que falava em conferência de imprensa, a iniciativa visa forçar a convocação de um Congresso Extraordinário para eleger novos órgãos dirigentes. Os desmobilizados de guerra da Renamo acusam a actual liderança do partido de paralisar e fragilizar aquela formação política.
“O objectivo é revitalizar as estruturas do partido. A partir de hoje, as comissões de gestão de base iniciam a recolha de assinaturas de apoio à persuasão para a resignação da liderança da Renamo, com vista à realização do Congresso Extraordinário do Partido, visando a eleição de novos órgãos, com destaque para o presidente do partido e o Conselho Jurisdicional Nacional”, disse Machava.
De acordo com o porta-voz, a campanha não representa uma disputa pelo poder, mas sim uma tentativa de reanimar o partido. “A recolha de assinaturas será feita na base, nos bairros, nas localidades, nos estabelecidos, até às capitais de províncias. Não há disputa de poder, mas sim um incentivo de querer revitalizar as bases do partido. O partido está parado, não está funcionar”, explicou.
Recorde-se que o Conselho Jurisdicional Nacional da Renamo anunciou, na semana passada, a suspensão de António Muchanga das fileiras do partido, por tempo indeterminado, acusado de ter cometido violações graves e reiteradas dos estatutos daquela formação política.
Entre as acusações, destacam-se a desobediência deliberada às instâncias superiores do partido, declarações consideradas ofensivas contra o presidente Ossufo Momade e outros dirigentes, bem como o uso indevido de antigos combatentes e desmobilizados como instrumento de pressão política interna.

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