Eviation revela avião eléctrico comercial para voos de curta duração

Eviation revela avião eléctrico comercial para voos de curta duração

O modelo Alice é capaz de transportar até nove passageiros durante mais de 1 000 quilómetros, o que o torna adequado a voos de curto curso dentro do mercado americano. Uma transportadora de Nova Iorque já terá encomendado várias unidades.

Segundo o “Jornal Negócios”, citando a Bloomberg, a Eviation Aircraft, uma fabricante de aviões eléctricos, deu a conhecer a versão de produção do seu modelo Alice, um avião talhado para viagens de curtas distâncias, que deverá estar pronto para um voo inaugural na segunda metade do ano antes de entrar em serviço em 2024.

A Eviaton, cujos planos foram adiados por cerca de um ano devido à pandemia de coronavírus, está a apresentar um modelo de asas fixas tradicional por oposição aos modelos de descolagem vertical com um setup multirotor favorecidos por outras empresas.

O Alice vai também ser maior do que os restantes aviões eVTOL e vai ser capaz de transportar nove passageiros ao longo de uma autonomia máxima de 1 046 quilómetros, o que o torna apto para o mercado de voos de curta duração americano actualmente servido por uma variedade de aeronaves ligeiras.

O modelo de produção incorpora várias alterações face aos desenhos anteriores como a adopção de uma cauda em T por oposição à forma em V e o reposicionamento de duas unidades de propulsão das asas para a traseira.

O design utiliza “células de bateria actualmente disponíveis no mercado e não depende de futuros avanços”, disse o co-fundador e CEO da fabricante, Omer Bar-Yohay.

Os fornecedores incluem a Honeywell International, a fabricante de motores elétricos MagniX e a parceira da Melrose Industries, a GKN, que vai fabricar as asas da aeronave, a cauda e as ligações eléctricas.

A Eviation, realocada de Israel para a área de Seattle em Dezembro para usufruir do conhecimento aeroespacial disponível na região, disse em 2019 ter em carteira mais de 150 encomendas de clientes onde se inclui a Cape Air, uma transportadora aérea regional de Nova Iorque e Nova Inglaterra, mas rejeitou actualizar o registo de encomendas.

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